O ano das decisões

2 jan

2014 promete. Várias decisões importantes a serem tomadas em meio à chegada do mais novo membro da nossa família: baby Bruno. Ser ou não ser? Ficar ou voltar? Comprar ou vender? Mudar ou manter? Arriscar ou se acomodar?

A maioria das respostas já está na minha cabeça – ou será que no meu coração? Não tenho medo de errar, mas essa sensação de poder frustrar outras pessoas que amo ou a mim mesma é muito ruim. Se ficar, sei que muitas alegrias virão, mas não sei por quanto tempo durarão. Se voltar, mais alegrias ainda virão, mas junto com elas voltarão os velhos problemas de viver num país “em desenvolvimento”.

Manhê, cade você?? Eu sei, no Brasil… Eu é que fugi de você… Sorry about that!

O Brasil… Não gosto de falar mal da minha terrrinha, mas parece que nada lá muda nem evolui!. Entra ano, sai ano, e os problemas continuam os mesmos. Megacongestionamentos nas estradas durante as festas (e nas ruas de São Paulo, diariamente), criminalidade em alta, falta de educação de base, falta total de infraestrutura (sistema de água, luz, esgosto, transporte caóticos…), disparidade social e competição para ver quem pode mais. Mas poder mais pra que? Pra sair na rua e ser assaltado, levar um tiro porque estava usando um relógio ou um celular caro? Um país que tem tudo para ser uma potência e não consegue avançar… por que, meu Deus?

Por outro lado, o Canadá é muito bom, mas claro que não é o paraíso (se é que isso existe): tem problemas na política, tem trânsito, o inverno é longo demais, não temos as praias que existem no Brasil (e que eu amo), e além disso não vamos ficar milionários aqui também… Mas o pior de tudo: estamos longe do convívio com nossos pais, irmãos, tios, primos, sobrinhos, avós e outras pessoas tão queridas.

No dia a dia, essa distância acaba não fazendo diferença, afinal, na cidade maluca que é São Paulo, dificilmente conseguimos nos encontrar durante a semana. O que faz falta são as confraternizações, quando estreitamos os laços de afeto e amizade. E a culpa de tirar os netos da convivência dos avós e de não estar presente nos momentos importantes da vida (ou até mesmo da morte) dos nossos pais, irmãos, sobrinhos e afilhados? Essa é a pior de todas, que consome o meu coração.

Mas, como dizem, o futuro a Deus pertence. Ou será que pertence a nós?

“Será que vamos conseguir vencer? Quem é que vai nos proteger?”

E acima disso: QUEM VAI NOS PERDOAR “pelos erros a mais”?

2 Respostas to “O ano das decisões”

  1. Sílvio Savastano janeiro 2, 2014 às 7:47 pm #

    Filha, como faço parte de sua decisões no ano de 2014, minha opinião é a que segue, para os diversos assuntos abordados por você : 1) A sua mais importante decisão de 2014, é fazer com que o seu filho ven-      ha à vida da melhor  maneira possível; parece que já está tudo definido,      inclusive com a ida de sua mãe e sua tia para a necessária ajuda . 2) Quanto à sua filha, está parecendo que ela não vai dar tanto trabalho de-      vido ao irmão. 3) O seu marido deverá fazer a escolha entre continuar no Canadá ou voltar       para o Brasil, devido ao término ( ou aditivo de tempo no seu contrato),       porém é não é decisão fácil, mesmo porque, a decisão não é só dele. 4) Para a sua filha, a acomodação e adaptação ao “canadian life” parece      que está dando certo, não ? 5) O seu País está dando sinais de melhoras: estamos começando a conhe      cer o verdadeiro propósito do partido PT, com postura diferente de al –      guns de seus membros que querem o “PÚDÊR” , com pretensões dita-      toriais com total benevolência da Justiça.      O POVO ESTÁ TOMANDO CONSCIÊNCIA DISSO. 6) Quanto ao “futuro a Deus pertence”, o dito está correto, porém, eu tenho       certeza que NÓS TEMOS QUE  influenciá-lo sim, para que Deus nos en-      caminhe para “o melhor”, já que é um dos objetivos da nossa passagem pela      Terra. 7) Não pensaria desta maneira, isto é, ” quem vai nos perdoar pelos erros a mais”,     porque só não está sujeito a erros quem NÃO arrisca nada, ou seja, quem fica      no sofá aguardando o tempo passar não participa de nada , é um apático !      Quem vai perdoá-lo? Provavelmente ninguém, tendo em vista que ele não tem      ninguém para viver com ele , para dividir com ele, para compartilhar com ele !!! 8) Quanto a nós, esperamos que você VENÇA O SEU JOGO, estamos longe de     “TATO”, mas perto do “SENTIMENTO”.  9) Por fim, quanto às coisas materiais( casa , carro, móveis, etc) , essas não devem        apresentar empecilho nenhum nas suas decisões.      Bom Ano de 2014, que para mim, parece que vai começar BEM !      Seu pai.   Beijão !

    • Avatar de Renata Mercante
      Renata Mercante janeiro 3, 2014 às 3:50 pm #

      Obrigada pelo apoio e compreensão de sempre, pai! Quem sabe se você conseguir dar um pulinho aqui pode me ajudar a tomar as melhores decisões?!

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