2014 promete. Várias decisões importantes a serem tomadas em meio à chegada do mais novo membro da nossa família: baby Bruno. Ser ou não ser? Ficar ou voltar? Comprar ou vender? Mudar ou manter? Arriscar ou se acomodar?
A maioria das respostas já está na minha cabeça – ou será que no meu coração? Não tenho medo de errar, mas essa sensação de poder frustrar outras pessoas que amo ou a mim mesma é muito ruim. Se ficar, sei que muitas alegrias virão, mas não sei por quanto tempo durarão. Se voltar, mais alegrias ainda virão, mas junto com elas voltarão os velhos problemas de viver num país “em desenvolvimento”.
Manhê, cade você?? Eu sei, no Brasil… Eu é que fugi de você… Sorry about that!
O Brasil… Não gosto de falar mal da minha terrrinha, mas parece que nada lá muda nem evolui!. Entra ano, sai ano, e os problemas continuam os mesmos. Megacongestionamentos nas estradas durante as festas (e nas ruas de São Paulo, diariamente), criminalidade em alta, falta de educação de base, falta total de infraestrutura (sistema de água, luz, esgosto, transporte caóticos…), disparidade social e competição para ver quem pode mais. Mas poder mais pra que? Pra sair na rua e ser assaltado, levar um tiro porque estava usando um relógio ou um celular caro? Um país que tem tudo para ser uma potência e não consegue avançar… por que, meu Deus?
Por outro lado, o Canadá é muito bom, mas claro que não é o paraíso (se é que isso existe): tem problemas na política, tem trânsito, o inverno é longo demais, não temos as praias que existem no Brasil (e que eu amo), e além disso não vamos ficar milionários aqui também… Mas o pior de tudo: estamos longe do convívio com nossos pais, irmãos, tios, primos, sobrinhos, avós e outras pessoas tão queridas.
No dia a dia, essa distância acaba não fazendo diferença, afinal, na cidade maluca que é São Paulo, dificilmente conseguimos nos encontrar durante a semana. O que faz falta são as confraternizações, quando estreitamos os laços de afeto e amizade. E a culpa de tirar os netos da convivência dos avós e de não estar presente nos momentos importantes da vida (ou até mesmo da morte) dos nossos pais, irmãos, sobrinhos e afilhados? Essa é a pior de todas, que consome o meu coração.
Mas, como dizem, o futuro a Deus pertence. Ou será que pertence a nós?
“Será que vamos conseguir vencer? Quem é que vai nos proteger?”
E acima disso: QUEM VAI NOS PERDOAR “pelos erros a mais”?