Foi só eu falar e pronto: hoje está 10 graus negativos em Toronto, com sensação de -17! Fiquei com tanto medo de passar frio de manhã, que saí com uma malha embaixo do casaco e um treco de lã que comprei para cobrir o pescoço e o rosto. Resultado: voltei para casa suando! É que andando na rua, a gente não sente frio (só mesmo no rosto), porque está em movimento. O duro é ficar parado esperando o semáforo abrir ou então, se começa a ventar, daí o bicho pega.
Ainda não escorreguei na rua – dizem que todo mundo escorrega no gelo uma vez na vida, mas comprei super botas anti-derrapantes e à prova d’água, vamos ver se funcionam mesmo…
A Gigi, coitada, fica parecendo um boneco de neve dentro do carrinho, ainda mais porque tem estado mal humorada na hora de ir pra escola – fica com a cara fechada, super séria, dentro do “stroller blanket”, de luvas, gorro e casaco fechado até o pescoço. Mas pelo menos fica super quentinha! Sempre tem alguém na rua que passa e comenta que queria ser criança para poder ir no carrinho todo quentinho, mas ela nem responde, porque precisa manter a cara de brava rs.
Aliás, as crianças são realmente muito interessantes de se observar e conviver. Com 2 anos e meio já sabem fazer ironia, ficam emburradas e não caem em qualquer conto do vigário… parecem adultos em miniatura! A Gigi, por exemplo, faz trocadilhos com letras das músicas – hoje cedo estava ouvindo “If you’re happy and you know it, clap your hands”, mas ela cantava “E-I-E-I-O”, que é o refrão da “Old Mc Donald had a farm, E-I-E-I-O” e olhava dando risadinha.
Quando falei que precisávamos nos trocar para ir à escola e que, como hoje era sexta-feira, eu poderia levá-la na loja de brinquedos no fim da tarde, caso ela não chorasse para ir à escola, e compraria o coelho Max de pelúcia que ela tanto queria, ela respondeu: “Não qué Max, mamãe”. Traduzindo: “Não quero ir à escola, mamãe”.
Paciência, ela ficou sem o Max… E foi para a escola.



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